casa na árvore

pra sentar na janela e olhar a cidade

Going to… 25 de Março – Parte 1 31 31UTC Julho 31UTC 2009

Arquivado em: bobeirinhas, cotidiano, passeio, pessoal — dshiroki @ 12:23 am
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Pode falar o que quiser. É suja, é zoada e é tumultuada! Eu adoooooooro a 25. Desde que a descobri, em meados de 1872 quando ainda estava no colegial. Sério, eu tenho uma paixão louca por São Paulo, cuja devoção se concentra, em grande parte, pelo centro antigo da cidade, com suas ruas estreitas, sua diversidade e, obviamente, os centros de comércio popular. E nem ligo pro preconceito.

Tudo isso pra falar que outro dia eu tive um diazinho de folga (pq sou filha de deus, eu acho) e fui me aventurar pelo centro. Saí mega cedo, de carona com meu pai, e desci no Poupatempo da Sé pra renovar a CNH. Não tão rápido mas praticamente indolor (tirando a parte que, meio sonada, bati a cabeça no banco de espera), saí de lá e corri pra Liberdade (outro lugar querido, que falo depois) tomar café. De lá, desci a pé mesmo pra 25 (pra quem conhece o centro, sabe que é tudo mais ou menos perto e que da Sé pra 25 é só descida), onde começou a aventura. Andei por lá umas 3 horas seguidas, vasculhando opções e preços. Como frequento lá há anos, tenho lugares favoritos, que não saio sem ir. E também alguns truques pra não gastar de bobeira e nem a mais do que tenho.

Pequenas dicas de sobrevivência do mini-guia do mochilheiro das galáxias 25 de Março:

1 – Veja se lá é um lugar que oferece o que você quer comprar. a doce 25 é indicada para quem quer tecidos e coisas para artes manuais (tricô, arranjos, decoração, bonecos), bijuterias e artigos para festa. Também é legal comprar coisas de papelaria (canetas, bloquinhos, porta-tudo). Material escolar é algo relativo, pois se for ‘alta temporada’, às vezes é muito lotado e não vale a diferença de lojas como a Kalunga. Eu não costumo comprar eletrônicos e perfumes, então não tenho o que dizer. E roupa baratinha é no Brás e no Bom Retiro, néam?

2 – Faça uma lista das coisas que você quer. Lá tem ‘muito de tudo um pouco’, então é legal ter foco e se programar, senão a gente compra um monte de coisas que nem sabe pra que serve ou como vai usar. E pior: torra todo o rico dinheirinho e ainda volta sem metade daquilo que era  realmente necessário. E mesmo na hora de escolher, não vá comprando na primeira loja. Dê uma volta para saber se lá é o melhor custo/benefício e conhecer as lojas que trabalham com o artigo que você quer. E a dica seguinte pode ajudar nessa parte.

3 – Faça uma rota pra facilitar seu passeio. Você vai andar para cima e para baixo, dar mil voltas e, se chegar viva(o) ao final da rua, vai estar morta(o) de cansaço e não vai querer voltar lá no comecinho pra buscar ‘aquele brinco bacana’ da segunda loja em que você entrou e que só tinha lá. O legal (apesar de cansativo e mais demorado) é ir e voltar em zigue-zague para passar por todas as lojas.  

 4 – Preste atenção nas plaquinhas e avisos colados nas portas, pois muitas lojas trabalham com valor mínimo ou esquema de atacado – principalmente durante a semana. Se você estiver com dúvida sobre a loja, pergunte. Assim você não perde tempo onde o mínimo é 100 reais e você sabe que não vai rolar tanta bufunfa em grampinhos de cabelo.

 5 – Vá cedo. Eu sei que é coisa de vó, mas assim que as lojas abrem é melhor, pois rua está mais vazia e você ainda consegue visualizar as fachadas mercadorias expostas na porta, assim pode correr e atravessar para ver algo que interesse. E também porque é mais fresco.

6 – Não se engane pela fachada. Existem lojas com vitrines lindas e preços acessíveis e lojas bem simplezinhas que cobram mais caro. Para descobrir qual é a do lugar, o negócio é entrar e ‘bizoiar’.

7 – Quando achar algo que interesse mas bater a dúvida sobre preço ou qualidade, anote o número/nome da loja ou pegue um cartão. Assim você pode ir até o final, constatar se vale a pena e pegar a mercadoria no caminho de volta. Afinal, no meio de tanta gente, tantos produtos e tantas lojas, fica difícil memorizar uma só ou não se confundir. 

 8 – De uns tempos pra cá, muitas lojas estão aderindo ao débito, mas mesmo assim, vale levar um  pouco de dinheiro. É que nos camelôs vira e mexe tem coisa bacana e também nem todas as lojas trabalham com cartão. Ah, deixar o dinheiro em um lugar fácil, dividido em bolsos ou coisa assim é legal porque facilita na hora de pagar e evita bagunça.

9 – Lá tem pequenos furtos, portanto a quantidade de dinheiro não precisa ser imeeeeeeeeensa. Também é legal carregar uma bolsa pequena, fácil de cuidar e, de preferência, que fique junto ao corpo. Não é uma neura, mas, como diria meu pai, não precisa dar sorte pro azar, né?!

 10 – As lojas são cheias e nem todo mundo se porta como lady/gentleman, então não espere demais palavras como ‘com licença’ ou ‘obrigado’ e nem um atendimento de shopping cidade jardim. É triste, eu sei, mas acontece o tempo todo.

*Como ir:

Carro - Parar lá é caro e lotado. Os estacionamentos da Senador de Queirós sentido Consolação são uma boa pedida. Eles são meio distantes, mas mais vazio e mais baratos. Além disso, se você chegar cedo, coloca em uma vaga do fundo e até leva a chave.
Metrô –  Não tem segredo: linha azul, estação São Bento. Lá dentro é só seguir as placas “Ladeira Porto Geral’ e ao sair da estação, descer para o lado esquerdo. A 25 é o fim da Ladeira.
Ônibus – Os ônibus que passam pela Av. Senador de Queirós servem, pois a rua é uma travessa dela. Os que atendem o Mercadão Municipal e os que fazem ponto no Terminal Parque Dom Pedro também passam próximos.

Depois de tanto blá-blá-blá vale lembrar que a 25 é só alegria. E os arredores também! Depois eu volto pra falar das  minhas compras e lojas favoritas! hahahahaha…

 

A louca da calçada 13 13UTC Março 13UTC 2009

Arquivado em: bobeirinhas, pessoal — dshiroki @ 12:50 am
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Pois é, minha gente, qual é a probabilidade de você, cidadão de bem, ser perseguido por uma mendiga maluca com um pedaço de pau na mão? Zero, certo? Bom, isso não se aplica a mim.
Saí hoje para almoçar – feliz e saltitante -, quando me deparo com uma maluca que começa a ME PERSEGUIR. Alô?
Mas de verdade? Eu entrei em uma loja de utensílios doméstivos (cheia de emoção) e as vendedoras ficaram conversando comigo e dizendo pra eu não sair porque a mulher estava escondida! hahahaha… Até o porteiro do prédio ao lado veio ver o que é que estava rolando e resolveu expulsar a tal mulher.

Gente, mas eu não entendo, juro! Justo eu, que nunca roubei marido de ninguém! Mas deve ser um tipo de karma, sério. Porque no meu outro emprego, a menina não gostava de mim pois o noivo dela havia a abandonado e fugido com uma japonesa. E como sou mestiça, ela lembrava disso e não ia com a minha cara. Lógico! A associação é tão óbvia que sofro com crise de identidade matinal todos os dias e procuro o ex-sei-lá-o-que-dela na minha cama. É cada uma, viu?!

 

O melhor do 2008 da Dani – parte 2 8 08UTC Janeiro 08UTC 2009

Arquivado em: bobeirinhas, cotidiano, descontrole, música, pessoal — dshiroki @ 10:11 am
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Acho que eu só vou terminar essa série no inverno de 2009!

Música

                         pulp1the-ting-tings-we-started-nothing-00-front2capa_little_joy_180vampire-weekend

Little Joy, Little Joy – Pra ouvir no fim da tarde ou dançar com alguém. Tem hora que parece uma releitura de algo que ainda não descobri. Achei uma delícia – leve e divertido. E sempre que ouço Brand new start imagino uma dancinha no estilo da cena de Pulp Fiction, só que mais lenta e suave. haha… E tem show na Clash (dia 28, SP) e tbm em Minas.

We Started Nothing, The Ting Tings – Imagine all the girls ah ah ah ah ah ahaha… Não preciso dizer mais nada, só se sacudir freneticamente. Nem sei como descobri esse CD, mas depois ele virou abertura do morno 91210 da Sony e (pasmem!) That’s not my name está na trilha de A Favorita. Globo arrasando na seleção!

Vampire Weekend, Vampire Weekend - Gostei logo de cara. As “paradinhas” do começo de Mansard roof são ótimas e eu tenho vontade de sair pelo trabalho chamando as pessoas pra dançar. Isso também acontece em Walcott, música que também é legal pra ouvir andando de bicicleta ou dirigindo pela cidade. O trabalho deles tem uma pegada mais suave e com menos informação do que o do Ting Tings e tem cara de música de verão.
Não são de  2008 mas também não saíram do meu player: Favourite Worst Nightmare do Arctic Monkeys (2007), Back To Black da Amy Winehouse (2007), Acústico MTV do Paulinho da Viola (2006), Azure Ray do Azure Ray (2001), Gulag Orkestar do Beirut (2006), Buena Vista Social Club do Buena Vista Social Club (1997); Sem Lenço, Sem Documento do Caetano Veloso (1990). Tem outros, mas estes foram essenciais.

Na casa toca: I believe in you, Bob Dylan.

Obs.: Os comentários são terrivelmente cheios de analogias ou é só impressão?

 

O melhor do 2008 da Dani – parte 1 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009

Arquivado em: pessoal — dshiroki @ 12:41 am

Todo mundo faz Top 5 e eu também quero, afinal “a vida é cheia de som e fúria”, meu bem. Ok, não são 5 pra cada categoria, e daí?

TV

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Gossip Girl
Eu nunca tinha ligado me rendido para as séries de TV até um ano (mais ou menos), e também demorei um bocado pra ter televisão a cabo. Mas posso dizer que me deliciei com as maldades e o mundo “it girl” desta série bem produzida, com figurinos incríveis e muitas fofocas, claro. Gostei bastante da estrutura, com narração da antiga Veronica Mars (esqueci o nome da atriz e bateu preguicinha). E gente, é tão engraçado ser fútil,vai?! hahaha

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Nem só de importados vive a tv. Na minha opinião, Luiz Fernando Carvalho (Lavoura Arcaica, Hoje é dia de Maria e A Pedra do Reino) acertou mais uma vez. Bonita e delicada, com arte impecável, elenco e sutileza, a adaptação do romance do Machadão foi muito feliz desde as vinhetas e a divulgação. Ou alguém se esqueceu da maior leitura coletiva, a ação Mil Casmurros? E a trilha sonora. Ah, a trilha sonora veio deliciosamente recheada com Beirut. Gostei de verdade!

jamie_oliver_narrowweb__300x40101nigellalawson_nananahey2Nigella Express e Em Casa Com Jamie Oliver,  absolutos. Hoje e sempre meus programas de TV favoritos. Lindos planos, linda fotografia, luzes e cores deliciosas. Morro de rir com a pouca simpatia do jardineiro do Jamie e sempre espero a Nigella aparecer no final do programa pra assaltar a geladeira, por mais previsível que isso seja. Não faço as receitas, apesar de gostar de cozinhar, mas assisto sempre que posso, porque ambos são incrivelmente bem produzidos e enchem os olhos de qualquer pessoa. Eu simplesmente AMO estes programas de culinária! Os livros também são superbonitos, pena que são tããããão caros. E quero todos os boxes.

Menção horrosa pro Doctor House, pros nerds queridos do The Big Bang Theory e pro The Office (hahahaha… Começo a rir só de pensar!). E Grey’s Anatomy com a trilha que sempre me faz feliz.

Pra quem não gostava de séries…
Na casa toca: My world, Tim Kay (é a música da vht de abertura do programa do Jamie).

 

2009 e o balanço de 2008 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009

Arquivado em: bobeirinhas, pessoal — dshiroki @ 12:05 am
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Sempre fui ruim pra resoluções, por isso não tenho grandes ambições para esse ano que começa, exceto dominar o mundo. É que tenho esse problema de perder o foco no meio do caminho. Pra mim saúde, força de vontade, minha família e meus amigos me bastam. Eu só quero ter perseverança e humildade pra tentar. E ser gente de verdade.

2008 foi assim: atropelei tudo como um carro desgovernado. Não soube esperar, não soube procurar, não soube responder. Eu estagnei, sem deixar a poeira assentar e acho que gastei um pouco das baterias que queria recarregar. I was a train moving too fast. Mas conheci muita gente, aprendi o valor do silêncio, da paciência e da amizade. E foi isso que deixou a balança do bem um tantão mais alto.
Na casa toca: Man on the Moon, R.E.M.