casa na árvore

pra sentar na janela e olhar a cidade

time is money 28 28UTC Outubro 28UTC 2008

Arquivado em: bobeirinhas, descontrole, pessoal — dshiroki @ 12:10 am
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No lugar onde trabalho as janelas de vidros escuros estão sempre fechadas, assim como as persianas.
Daí eu, cegada pelas luzes brancas e artificiais passo as horas na frente do computador, sentada embaixo da saída de ar. Condicionado, claro.
Meu único contato com o mundo é a janelinha do banheiro, pequena e sempre aberta. Por ela eu sinto o vento fresco da primavera e as gotas de chuva no final da tarde. Por ela eu ouço as crianças brincando e cantando na escola, as risadas dos amigos. E o meu coração bate apertado, querendo ser gente de novo.
Mas não tem jeito, eu volto depressa para meu posto.
É que o banheiro deve ser breve no mundo corporativo.

 

Na casa toca: Safe and sound, Azure Ray

 

Ah, os livros… 15 15UTC Outubro 15UTC 2008

Eu amo livros. Na esperança de ler tudo o que quero até o final da vida eu compro muitos livros, leio pelo menos dois simultaneamente e sempre tenho um pra encarar o trânsito (quando consigo sentar, claro, porque ainda não desenvolvi habilidade para ler e me segurar no busão! rá). Até que tenho me controlado bem nesses últimos tempos e só comprado um quando termino outro. Quer dizer, isso quando eu não vou ao supermercado e encontro títulos a R$ 9,90. Pra mim mercado é ponto obrigatório quando quero um best-seller ou livro de mulher histérica, e acreditem: vale a pena garimpar! Uma vez fui no Wal Mart e comprei um livro do Ecco por R$ 9,90 (na livraria mais barara ele custava R$ 45). No outro caso foi o tal Bubble Gum, da Lolita Pille. Esse eu ensaiei uns dois meses pra comprar porque achava que não valia os R$ 37,90, E como quem espera sempre alcança, levei pela bagatela de R$ 9,90 no Carrefour! (Tá, eu sei que parece psicótico, mas depois que acho que paguei barato por uma coisa eu pesquiso no jacotei porque eu AMO confirmar que fiz um bom negócio! hahahahaha)
Também sou fã de sebos e apaixonada pela Livraria Cultura, o paraíso dos bibliomaníacos. Na verdade até os cadernos e calendários que eles vendem são lindos. Sério!
Mas egocentrismos a parte, passei por uma ‘vibe’ mulherzinha e resolvi tentei ler os mais cotados. Becky Bloom eu abandonei porque não me manteve acordada. Jane Austen eu adotei e achei tudo muito divertido! Você fica achando que vai rolar alguma coisa, devora as páginas com a certeza de que ‘agora vai’ e NADA! hahahaha…SEN-SA-CIO-NAL.
E o mais recente foi Casório?! da Marian Keyes (aquela da Melancia). Não comecei pelo mais famoso. Como acho os livros dela bem caros, pesquisei bastante e comprei pela loja virtual da Melhoramentos (com o frete, deu diferença de R$ 16,00 com a livraria mais cara, e menos que R$ 5,00 em relação ao sebo mais em conta). A escolha pelo título foi feita assim: já que é pra ler, enfie o pé na jaca! Procurei a história mais sem pé nem cabeça e comprei esse, cujo o ‘plot’ é o seguinte: Lucy vai com as amigas até uma cartomante e elas acreditam que as previsões vão se concretizar. Elas menos Lucy, até um certo ponto, afinal ela diz que Lucy vai se casar em breve, mas ela não tem namorado. E começam as reviravoltas. Apesar de ter 600 páginas, a leitura é beeeeeeeem fácil e rápida, com muitos diálogos. Não me matei de rir, como achei que seria. Achei umas coisas bacanas e outras bem estúpidas. Pra ser sincera, algumas partes às vezes me soaram preconceituosas. Mas também pode ser coisa da minha cabeça.
Na minha singela opinião, é um livro médio, ótimo pra quem quer esvaziar a cabeça e relaxar. Seria um livro ideal pra quando você entra no ônibus cansada, salvo uma observação: não é nada prático para levar na bolsa porque pesa demais.

Uptdate: Só agora me dei conta de que esse livro é uma grande novela das oito, porque enrola 500 páginas pra resolver tudo no último capítulo. Só não conto se é previsível ou não porque não ia ter graça você descobrir lgo na sinopse que o assassino era o Cecil Thiré, né?!

 

“eu deixo tudo sempre pra fazer mais tarde” 9 09UTC Outubro 09UTC 2008

Arquivado em: música, pessoal — dshiroki @ 1:35 am
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“e assim eu caminho no tempo que bem entender
afinal faz parte de mim ser assim.” (Vida doce, Marcelo Um Tira no Jardim de Infância Camelo)

Resolvi tirar o pó daqui após certa “pressão social” (rá).
O título original era pra ser “vai ver era só dizer a ela assim: moça, por favor, cuida bem de mim” – porque eu realmente gostei dessa frase -, mas como escrevi o texto há séééééculos e enrolei pra postar, o CD novo virou velho (oi?!) e eu nem me importo!

Há três finais de semana eu baixei  – e sigo ouvindo diversas vezes – as 10 músicas do CD “Sou” do Marcelo Camelo (ex-Los Hermanos?) que estão disponíveis para download gratuito no Sonora.O álbum foi lançado na íntegra, com suas 14 faixas, em setembro e o meu ainda não chegou por aqui. Voltando ao que interessa, pra mim esse disco é como uma brisa morna que sopra na cara da gente naquela tarde de verão quente, com aquela sensação gostosa que preenche o corpo.
Não entendo de música, então só posso falar de impressões pessoais. E pra mim Sou passa esse calorzinho de fim de tarde ensolarada, em algum lugar legal, perto de natureza. É um disco suave, que me lembrou um pouco o “4″ dos Hermanos, só que mais sereno e doce. E essa coisa de utilizar assobios, passarinhos e sons não tão presentes ao “universo da música tradicional” me encanta. Sons esses que me fizeram gostar de Björk, CocoRosie, Radiohead e Moondog, e que agora me fazem gostar de Camelo. Acho que é porque sou fã de carteirinha so Schafer.
Das faixas, a carioquíssima Copacabana me faz sentir em outra época, onde Carmen e Aurora certamente figuravam nos “top fives” e a gente, meu bem, sairia de cara pintada num bloco de carnaval. Ainda entre as que mais gostei, Janta é fica pelos versos mais do que pela (simpática mas pouco enjoativa) participação de Mallu Magalhães, a nova queridinha da música moderninha brasileira.
A favorita mesmo é Doce Solidão, porque, como disse, é pessoal, e é a que mais me identifico, com uma melodia que me soa doce e melancólica e tem essa coisa de pertencer que eu não sei explicar, mas que a gente entende só de ouvir.

Na casa não toca só Camelo, toca Wait, do Get Set Go.