casa na árvore

pra sentar na janela e olhar a cidade

“eu deixo tudo sempre pra fazer mais tarde” 9 09UTC Outubro 09UTC 2008

Arquivado em: música, pessoal — dshiroki @ 1:35 am
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“e assim eu caminho no tempo que bem entender
afinal faz parte de mim ser assim.” (Vida doce, Marcelo Um Tira no Jardim de Infância Camelo)

Resolvi tirar o pó daqui após certa “pressão social” (rá).
O título original era pra ser “vai ver era só dizer a ela assim: moça, por favor, cuida bem de mim” – porque eu realmente gostei dessa frase -, mas como escrevi o texto há séééééculos e enrolei pra postar, o CD novo virou velho (oi?!) e eu nem me importo!

Há três finais de semana eu baixei  – e sigo ouvindo diversas vezes – as 10 músicas do CD “Sou” do Marcelo Camelo (ex-Los Hermanos?) que estão disponíveis para download gratuito no Sonora.O álbum foi lançado na íntegra, com suas 14 faixas, em setembro e o meu ainda não chegou por aqui. Voltando ao que interessa, pra mim esse disco é como uma brisa morna que sopra na cara da gente naquela tarde de verão quente, com aquela sensação gostosa que preenche o corpo.
Não entendo de música, então só posso falar de impressões pessoais. E pra mim Sou passa esse calorzinho de fim de tarde ensolarada, em algum lugar legal, perto de natureza. É um disco suave, que me lembrou um pouco o “4″ dos Hermanos, só que mais sereno e doce. E essa coisa de utilizar assobios, passarinhos e sons não tão presentes ao “universo da música tradicional” me encanta. Sons esses que me fizeram gostar de Björk, CocoRosie, Radiohead e Moondog, e que agora me fazem gostar de Camelo. Acho que é porque sou fã de carteirinha so Schafer.
Das faixas, a carioquíssima Copacabana me faz sentir em outra época, onde Carmen e Aurora certamente figuravam nos “top fives” e a gente, meu bem, sairia de cara pintada num bloco de carnaval. Ainda entre as que mais gostei, Janta é fica pelos versos mais do que pela (simpática mas pouco enjoativa) participação de Mallu Magalhães, a nova queridinha da música moderninha brasileira.
A favorita mesmo é Doce Solidão, porque, como disse, é pessoal, e é a que mais me identifico, com uma melodia que me soa doce e melancólica e tem essa coisa de pertencer que eu não sei explicar, mas que a gente entende só de ouvir.

Na casa não toca só Camelo, toca Wait, do Get Set Go.